| Os Cânticos Fixavam Lições na Mente |
| Fazia Parte do Currículo nas Escolas de Profetas |
| O Propósito da Música |
| Olhando para Trás |
Os Cânticos
Fixavam Lições na Mente - Enquanto o povo viajava pelo deserto, muitas lições
preciosas se lhes fixavam na mente por meio de cânticos. Na ocasião que se
livraram do exército de Faraó, toda a hoste participou do canto de triunfo. Ao
longe, pelo deserto e pelo mar, ecoava o festivo estribilho e as montanhas
repercutiam as modulações de louvor: “Cantai ao Senhor, porque sumamente Se
exaltou.” (Exo. 15:21). Muitas vezes na jornada se repetia este cântico,
animando os corações e acendendo fé nos viajantes peregrinos. Os mandamentos,
conforme foram dados no Sinai, com promessas de favor de Deus e referência às
Suas maravilhosas obras em seu livramento, foram por direção divina, expressos
em cântico e cantados ao som de música instrumental, sendo devidamente
acompanhados pelo povo.
Assim, elevavam-se seus pensamentos acima das provações
e dificuldades do caminho; abrandava-se, acalmava-se aquele espírito inquieto e
turbulento; implantavam-se os princípios da verdade na memória; e
fortalecia-se a fé. A ação combinada ensinava ordem e unidade, e o povo era
levado a um contrato mais íntimo com Deus
e uns com outro. – Educação pp. 38 e 39.
Fazia Parte do Currículo nas Escolas de Profetas - Tanto nas escolas como nos lares, grande parte do
ensino era oral; todavia os jovens também aprendiam a ler os escritos
hebraicos, e os rolos de pergaminho das escrituras do Antigo Testamento eram
abertos ao seu estudo. Os principais assuntos nos estudos destas escolas eram a
lei de Deus, com as instruções dadas a Moisés, história sagrada, música
sacra e poesia. – Educação, p. 47.
O Propósito da Música – Fazia-se com que a música servisse a um santo propósito, a fim de erguer os pensamentos àquilo que é puro, nobre e edificante, e despertar na alma devoção e gratidão para com Deus. Que contraste entre o antigo costume, e os usos a que muitas vezes é a música hoje dedicada! Quantos empregam esse Dom para exaltar o “eu”, em vez de usá-lo para glorificar a Deus! O amor pela música leva os incautos a unir-se com os amantes do mundo nas reuniões de diversões aonde Deus proibiu a seus filhos irem. Assim aquilo que é uma grande bênção quando devidamente usada, torna-se um dos mais bem sucedidos fatores pelos quais Satanás distrai a mente, do dever e da contemplação das coisas eternas.
A música faz parte do culto de Deus, nas cortes
celestiais, e devemos esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, por nos
aproximar tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais. O devido
adestramento da voz é um aspecto importante da educação, e não deve
ser negligenciado. O cântico, como parte do culto, religioso, é um ato de
adoração, tanto como a prece. O coração deve sentir o espírito do cântico,
a fim de dar a esse a expressão correta. –
Patriarcas e Profetas, p.594.
Olhando para Trás - A viagem
a Jerusalém, daquela maneira simples, patriarcal, por entre as belezas da
primavera, as opulências do verão, ou a glória de um outono amadurecido era
um deleite. Com ofertas de gratidão vinham eles, deste o varão de cabelos
brancos até a criancinha, a fim de se encontrarem com Deus em Sua santa habitação.
Enquanto viajavam, as experiências do passado, as histórias que tanto velhos
como jovens ainda amam tanto, eram de novo cantadas às crianças hebréias.
Eram cantados os cânticos que os haviam encorajado na peregrinação do
deserto. Os mandamentos de Deus eram entoados em cantochão e, em combinação
com as abençoadas influências da natureza e da amável associação humana,
fixavam-se para sempre na memória
de muita criança e jovem. – Educação, pp. 41 e 42.