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VOTADO que sejam
adotadas as seguintes normas quanto à música:
A Igreja Adventista do Sétimo Dia surgiu como cumprimento da
profecia, com o propósito de ser um instrumento divino em proclamar ao
mundo as boas-novas da salvação pela fé no sacrifício expiatório do
Filho de Deus e pela obediência aos Seus mandamentos como preparação
para a segunda vinda de Jesus. A vida dos que aceitam esta
responsabilidade deve ser tão distinta quanto a sua mensagem. Isto
requer, da parte
de cada membro, uma entrega completa a estes ideais e objetivos da Igreja. Tal dedicação afetará todos os
departamentos da igreja, e
certamente influirá na música usada pela Igreja no cumprimento da missão
que Deus lhe há indicado.
A música é um dos maiores dons que Deus concedeu ao homem, e constitui um dos mais importantes elementos de um
programa espiritual. É uma via de
comunicação com Deus, e “um dos meios mais eficazes para impressionar
o coração com as verdades espirituais”. – Educação, pág. 167.
Tratando-se de assuntos de importância eterna, é essencial que com toda a clareza se mantenha o conceito do
tremendo poder da música. Ela tem poder para elevar ou degradar;
pode ser usada a serviço do bem ou do mal. “Tem poder para subjugar as
naturezas rudes e incultas; poder para suscitar pensamentos e despertar
simpatia, para promover a harmonia de ação e banir a tristeza e os
maus
pressentimentos, os quais destroem o ânimo
e debilitam
o esforço.” idem, pág. 167.
Portanto, os que selecionam a música para cumprir os diversos propósitos da Igreja, deverão, em relação com a
sua escolha e uso, exercer um elevado grau de discernimento. Em seus esforços
por alcançar estes ideais, necessitam algo mais do que visão humana. A
revelação nos proporciona como guia os seguintes princípios gerais:
A Música Deveria
1.
Glorificar a Deus e ajudar-nos a render-Lhe um culto aceitável. (I
Coríntios 10:31.)
2.
Enobrecer,
elevar e purificar os pensamentos do cristão. (Filip. 4:8;
Patriarcas e Profetas, pág. 637.)
3.
Influenciar positivamente o cristão, para em sua vida e na de
outros desenvolver o caráter de Cristo.
(MS 57, 1906.)
4.
Possuir
uma letra cujos dizeres estejam em harmonia com os ensinos escriturísticos da Igreja.
(Review and Herald,
6 de junho de 1912.)
5.
Revelar compatibilidade entre a mensagem expressa pelas palavras e
a música, evitando misturar o sagrado com o profano.
6.
Evitar suntuosas apresentações teatrais. (Evangelismo, págs.
137, 138.)
7.
Dar preeminência à mensagem do texto que não deve ser ofuscada
pelos elementos musicais acompanhantes.
(Obreiros Evangélicos, págs. 357, 358.)
8.
Manter um judicioso equilíbrio entre os elementos emocionais,
intelectuais e espirituais. (Review
and Herald, 14 de novembro de 1899.)
9.
Jamais comprometer os elevados princípios da dignidade e da excelência
nos esforços por alcançar as pessoas no nível em que se encontram. (Testemonies, Vol. 9, pág. 143;
Evangelismo, pág. 137.)
10.
Ser apropriada para a ocasião, o ambiente e a audiência à qual
se destina. (Evangelismo, págs. 507, 508.)
Há
muito de espiritualmente edificante e religiosamente valido na música das diversas culturas e grupos étnicos;
não obstante, o gosto e os hábitos musicais de todos deveriam estar em
harmonia com o valor universal de um caráter semelhante ao de Cristo, e
todos deveriam lutar pela unidade no espírito e propósito da mensagem,
que requer mais unidade do que uniformidade. Muito cuidado deverá ser
exercido para evitar os valores profanos em questão de música, os quais
falham em expressar os elevados ideais da fé cristã.
Os princípios acima esboçados servirão de diretrizes eficazes
para a seleção ou interpretação da música que há de satisfazer as
variadas necessidades da Igreja. Determinadas composições musicais como por exemplo o jazz, o "rock" e suas
misturas afins deverão ser consideradas pela Igreja como incompatíveis
com estes princípios. Pessoas responsáveis envolvidas no planejamento das atividades musicais da
igreja, sejam
elas líderes,
músicos ou cantores, não terão dificuldade alguma em aplicar estes
princípios em determinadas áreas. Não obstante, outras áreas são muito mais complexas, e
necessita-se de uma discussão mais
detalhada dos fatores envolvidos.
I.
Música Para a Igreja
A
Música no Culto de Adoração
A
adoração
deveria constituir-se na atividade primordial e perene do ser humano. O mais elevado propósito do homem é
glorificar a
Deus. Quando o adorador chega à casa de Deus para lhe render um sacrifício
de louvor, deve faze-lo com a melhor música possível. Tornase
essencial um cuidadoso planejamento de qualquer elemento musical do culto,
a fim de que os membros da congregação não sejam apenas espectadores,
mas sim participantes.
Os
hinos usados no culto deverão ser louvores dirigidos a Deus.
Deverão ser cantados os grandes hinos da tradição cristã. Os hinos
devem ser melodiosos e fáceis de cantar, e com letra adequada. O pastor
deveria manifestar vivo interesse em melhorar a qualidade e o fervor do
canto congregacional. “Raras vezes, porém, deve o cântico ser entoado
por uns poucos.” – Conselhos sobre Saúde, pág. 481. A experiência
cristã será imensamente enriquecida pelo aprendizado e uso de hinos novos.
Se existir um coro, hinos expressivos de grandes compositores do
passado e presente poderão ser cantados por consagrados e bem-preparados
cantores, o que conferirá mais solenidade ao culto e ajudará a elevar a
qualidade da adoração.
A música
instrumental, incluindo a de órgão e piano, deve harmonizar-se com os
elevados ideais do culto. Os números que se interpretam deverão ser
escolhidos dentre as melhores composições, sempre tendo em conta a
habilidade e os conhecimentos do executante. A pessoa que acompanha o
canto congregacional tem uma responsabilidade especialmente grande no
sentido de observar normas corretas em todas as suas interpretações,
sejam prelúdios, poslúdios, ou tocando enquanto se recolhe a oferta, ou
acompanhando hinos. Sua posição a capacita de maneira especial para
elevar as normas do culto na igreja. Se no transcurso do culto forem
apresentados solos ou outros números musicais, preferência deveria ser
dada a cânticos cuja letra tenha base bíblica. Estes solos deverão
estar ao alcance da capacidade do intérprete e apresentados ao Senhor sem
exibição de recursos técnicos. O
primordial deve ser
a comunicação da mensagem.
A
Música no lar
-
A educação musical deve
começar quando a criança é ainda pequena, mediante:
a)
O aprendizado dos grandes hinos e cânticos sacros no agradável
ambiente do culto familiar.
b)
A formação de hábitos corretos mediante a audição musical
cuidadosamente selecionada e tocada em qualquer equipamento de reprodução
sonora existente em casa.
c)
O assistir com a família a concertos musicais que se harmonizem
com as normas esboçadas neste documento.
d)
Um adequado exemplo e influência dos pais.
2.
O canto familiar e a formação de um conjunto musical integrado
pelos membros da família deveria ser encorajado.
3.
Deveria estimular-se a experiência na composição da poesia e música.
4.
Deveria estabelecer-se uma discoteca familiar bem selecionada.
5.
Deve-se reconhecer que Satanás está empenhado em conquistar a
mente, e que em forma imperceptível podem efetuar-se mudanças de
mentalidade que poderiam alterar as percepções e os valores tanto para o
bem como para o mal. Portanto, extremo cuidado deverá ser exercido quanto
à seleção de programas de rádio e televisão, evitando-se
especialmente tudo quanto é vulgar, barato, imoral, teatral e identificável
com tendências anti-culturais.
A
Música na Escola
1.
Ao serem preparadas as partes musicais para os programas
religiosos, deveriam os administradores e professores dos educandários
trabalhar com os estudantes de um modo tal que as normas quanto à música
da Igreja sejam mantidas em um elevado nível.
2.
Os grupos de estudantes que saem dos colégios para dar testemunho
de sua fé e cantar música folclóricas, deveriam ser aconselhados e
dirigidos pelos seus professores de música, ou outras pessoas indicadas
pela administração.
3.
Os professores de música, tanto nos colégios como nas aulas
particulares, deverão esforçar-se para ensinar literatura musical
adequada para o uso em conexão com as atividades da igreja e a conquista
de almas.
4.
As igrejas e os campos deveriam fazer esforços tendo em vista a
elevação musical das nossas igrejas. O pessoal especializado dos nossos
colégios deveria cooperar na apresentação de atividades e cursos de
capacitação musical, a fim de promover os altos ideais da musica sacra.
5.
Os programas musicais a serem apresentados em educandários
adventistas do sétimo dia devem estar de acordo com os princípios da
Igreja. Isto se aplica aos
intérpretes locais,
aos
artistas visitantes,
aos conjuntos e à música nos filmes apresentados.
II.
MÚSICA SECULAR
A música
“corretamente empregada, ... é um dom precioso de Deus, destinado a
erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, e inspirar e elevar a
alma.” – Educação, pág. 166.
O estilo de vida dos adventistas do sétimo dia demanda que o cristão
exercite um elevado grau de discernimento e responsabilidade individual na
seleção da música secular para uso pessoal, ou para apresentação pública.
Toda esta música deverá ser avaliada à luz das instruções dadas em
Filipenses 4:8: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo
o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que puro, tudo o que é amável,
tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor,
nisso pensai.” Também devemos ter em mente os conselhos dados por Ellen
G. White, em Testimonies to the Church, Vol. 1, pág. 497:
“Foi-me
mostrado que os jovens devem assumir uma posição mais elevada e fazer da
palavra de Deus o seu conselho e guia. Responsabilidades solenes repousam
sobre os jovens, as quais eles consideram irrefletidamente.
A introdução da música no lar, em vez de induzir à
santidade e espiritualidade, tem servido de meio para desviar a mente da
verdade. As canções frívolas e a música popular de hoje em dia parecem
estar de acordo com o seu gosto. Os instrumentos de música absorveram o
tempo que deveria ter sido dedicado à oração. A música, devidamente
usada, é uma grande bênção, porém, quando mal-empregada, é uma terrível
maldição.”
Um
cristão não entoará canções incompatíveis com os ideais da verdade,
honestidade e pureza. Evitará tudo quanto dê a impressão de que o mal
é desejável e que o bem seja de pouca importância. Procurará evitar
composições com frases banais, pobres, sem sentido, sentimentais ou frívolas,
que desviam o coração dos conselhos e ensinamentos encontrados na
Escritura e no Espírito de Profecia.
Considerará
que o jazz, os “blues”, o “rock” e outras músicas com estilos
similares como obstáculo ao desenvolvimento de um caráter cristão, pois
abrem a mente a pensamentos impuros e conduzem a uma conduta pecaminosa.
Tal música tem uma relação intima com o comportamento permissivo da sociedade contemporânea. Esta distorção do
ritmo, da melodia e da harmonia, própria destes tipos de música, e sua
excessiva amplificação entorpecem a sensibilidade e destroem a apreciação
pelo que é bom e santo.
Cuidado deverá ser exercido ao se usar uma música secular com
letra sacra, para que a conotação profana da música não oblitere a
mensagem do texto. Um cristão judicioso aplicará a toda a música que
seleciona, tanto para ouvir como para executar, os princípios
apresentados nesta filosofia da música.
O verdadeiro cristão tem a possibilidade de dar testemunho de sua
fé mediante a música usada em ocasiões sociais. Por meio de diligente e
cuidadosa seleção buscará esse tipo de música compatível com as suas
necessidades sociais e os seus princípios cristãos.
“Deve haver uma viva ligação com Deus em oração, uma viva
ligação com Deus em cânticos de louvor e ações de graças.” – Carta
96, 1898. – Evangelismo, pág. 498.
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